E se o ciclo lunar influenciasse o sabor do vinho?
A lua é a estrela do dia nesta sexta-feira, 20 de março!
Acredite que tem efeitos no vinho com a biodinâmica. Este tipo de viticultura é ritmado pelos ciclos lunares e pelos ritmos astrais.
Explicamos de forma simples como este método agrícola funciona e quais os benefícios que pode ter no sabor do vinho... Prepare os seus óculos!
Para compreender melhor:
A ciência provou a influência da lua sobre a água dos mares e oceanos com as marés.
As plantas são constituídas por 80 a 95% de água, por isso sofrem, da mesma forma que as marés, a influência da lua. As proporções são diferentes, pelo que o resultado é menos perceptível a olho nu.
Por que produzir um vinho biodinâmico?
A viticultura biodinâmica visa reabilitar, dinamizar e intensificar a vida orgânica no meio onde a vinha cresce. Esta abordagem consiste em intensificar as trocas entre a planta e o seu ambiente (terra e ar), de modo a obter melhores uvas e, consequentemente, melhores vinhos. Claro que, para ser biodinâmico, um vinho deve obrigatoriamente ser biológico.
Origem da biodinâmica?
A viticultura biodinâmica é a aplicação à vinha e à vinificação do método agrícola desenvolvido por Rudolf Steiner (filósofo austríaco, discípulo de Goethe) em 1924, desenvolvido e aperfeiçoado desde então por numerosos investigadores, agricultores e viticultores.
E no sabor, o que muda?
Segundo os viticultores que utilizam esta técnica agrícola, os vinhos biodinâmicos permitem otimizar a expressão do terroir nas uvas e, portanto, no vinho.
Partindo do pressuposto de que a viticultura e a vinificação são necessariamente mais cuidadosas, mais atentas ao solo e à uva, é provável que os vinhos provenientes da biodinâmica sejam frequentemente de grande qualidade.
Alguns vinhedos biodinâmicos
Château Palmer, La Romonti, o Château Pont-Canet ou ainda La Vieille Julienne