Blog Delicioso! Harmonizações de vinhos para pratos reconfortantes de inverno: raclette, fondue...
Accords mets-vins pour les plats réconfortants d’hiver : raclette, fondue..

Harmonizações de vinhos para pratos reconfortantes de inverno: raclette, fondue...

O inverno traz frequentemente a sua quota de desilusões: tempo caprichoso, dias que encurtam, vírus no ar. Vamos lá, até os mais friorentos entre nós concordarão em reconhecer os pontos positivos da estação: a sua gastronomia reconfortante! Raclette, fondue, tartiflette, gratinados bem gratinados… aqui estão alguns clássicos da estação que aquecem os corações! Mas que vinho escolher para acompanhar estes pratos ricos e saborosos sem pesar no paladar? Siga o guia do Petit Ballon para harmonizações de topo!

 

Raclette e vinho: a dupla que funciona sozinha

 

Este grande clássico das noites de inverno exige um vinho capaz de fazer frente à riqueza do queijo derretido e à gourmandise das charcutarias.


Um branco seco e mineral: um vinho de Saboia (Apremont, Roussette) ou um Chignin-Bergeron traz frescura e um belo equilíbrio com a gordura do queijo.

Um branco aromático: um Riesling da Alsácia ou um Sylvaner acrescentam um toque frutado e uma bela acidez que contrastam com o lado cremoso.

Um tinto leve e frutado: se é #TeamVinhoTinto, opte por um vinho à base de gamay (do Beaujolais ou do Loire), pouco tânico e muito suave.

O nosso truque de profissional: evite tintos demasiado potentes ou tânicos com a raclette, pois endurecem a harmonização e podem criar uma sensação metálica desagradável com o queijo derretido.


Fondue savoyarde: a harmonização em alta altitude

 

Pão, queijo derretido e vinho… Quase a perfeição! Mas para sublimar este prato mítico, é preciso o vinho certo.

Um branco saboiano: aqui também baseamo-nos numa harmonização local entre comida e vinho. O Chignin, o Apremont ou a Jacquère são os melhores companheiros da fondue graças à sua frescura e vivacidade.

Um vinho do Jura equilibrado: um Savagnin ou um Côtes-du-Jura branco trazem um toque ligeiramente oxidativo que combina na perfeição com o comté e o beaufort.

Quer um tinto? Aposte num vinho à base de pinot noir leve e frutado, bem fresco.

O truque de profissional: na fondue, usa-se vinho branco… Então, porque não beber o mesmo vinho para manter a harmonia?

 

Tartiflette & gratinados: harmonizações longe de serem gratinadas!

 

Reblochon derretido, batatas macias e bacon crocante… a tartiflette é um concentrado de prazer montanhês.


Um branco encorpado e estruturado: um vinho à base de chardonnay da Borgonha (Saint-Véran, Mâcon) acompanha na perfeição o reblochon com as suas notas amanteigadas e a sua redondeza.

Um tinto guloso mas suave: um vinho à base de mondeuse da Saboia ou um pinot noir harmonizam perfeitamente com o lado fumado do bacon.

O truque de profissional: para gratinados em geral (nomeadamente se levam natas e muito queijo), procura-se um vinho que traga leveza e que refresque o paladar a cada garfada.

 

Pot-au-feu & pratos estufados: conforto no prato e no copo!

 

O pot-au-feu, a blanquette de vitela ou o boeuf bourguignon merecem um vinho à altura da sua cozedura lenta e saborosa.


Um branco cremoso para a blanquette: um chardonnay da Borgonha ou um chenin do Loire acompanharão perfeitamente a cremosidade do molho.
Um tinto estruturado (nem demasiado leve nem demasiado amadeirado) para as carnes estufadas: já pensou num vinho Côte-du-Rhône para realçar a riqueza do boeuf bourguignon ou do pot-au-feu sem esmagar os sabores?

O truque do sommelier: pense em vinhos com alguma evolução (3 a 5 anos), ganham em complexidade e combinam ainda melhor com estes pratos estufados.

 

E quanto a outra estrela do inverno, o vinho quente?

 

Não podíamos terminar sem falar do rei dos invernos: o vinho quente!
A receita rápida: Um bom vinho tinto tipo Côtes-du-Rhône ou Bordéus, especiarias (canela, cravinho, anis-estrelado), uma casca de laranja, um pouco de açúcar e pronto, ao lume! Não hesite em consultar o nosso artigo completo mesmo aqui.
Um branco quente para variar? Sim, é possível com um Gewurztraminer e especiarias mais suaves como cardamomo e baunilha. Atreve-se a experimentar?

O truque do sommelier: um vinho quente bem conseguido é um vinho pouco tânico, caso contrário pode tornar-se demasiado áspero.

 


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