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Adieu, le tire-bouchon, bonjour la canette ?

Adeus, saca-rolhas, olá lata?

A tendência tem dificuldade em pegar por cá, mas nos nossos vizinhos alemães, ingleses ou ainda nos Estados Unidos, o vinho em lata aparece cada vez mais nas mãos dos apreciadores do santo néctar.

Então, sacrilégio ou inovação? Está na hora de esclarecer as ideias pré-concebidas.

 

A lata desvirtua o vinho

Na verdade, não muito. Primeiro, porque tal como na cerveja ou no cidra, as latas de vinho possuem um revestimento especial no interior que isola a bebida do alumínio. Portanto, não há sabor metálico desagradável! Além disso, a lata é opaca e protege o vinho do ar e da luz. Sem rolha, a lata também pode permitir que os aromas se mantenham intactos, numa atmosfera protetora, sem se degradarem. Exatamente, Auguste: para saborear um sauvignon ou um Riesling sem se preocupar com uma garrafa com defeito!

 

Não é nada prático

Imagine uma noite na praia, o sol a pôr-se, o piquenique está pronto, toda a gente esforçou-se para preparar um aperitivo incrível. A cereja no topo do gargalo: aquela garrafa de rosé que trouxe... Ups, sem saca-rolhas, adeus aperitivo.
A lata, fácil de transportar, não necessita de qualquer acessório e refresca-se rapidamente. E pronto. Prático para os degustadores que estão sempre em movimento!
Outro ponto positivo: beber vinho em lata evita o desperdício de uma garrafa aberta, mas nunca terminada.


É um mercado condenado ao fracasso

Nem por isso! Segundo a cadeia americana CNBC, o vinho em lata representava um mercado de 45 milhões de dólares nos Estados Unidos em 2018, nada mais nada menos!
Claro que a experiência é diferente. Adeus ao som suave do rolha a saltar e ao ritual sagrado do serviço. Esqueça a adega, olá frigorífico.
É certo que os usos não são os mesmos. O vinho em lata destina-se mais a vinhos como o rosé ou espumantes, como o prosecco. Também não é raro ver receitas pré-misturadas em lata, como o famoso Apérol spritz.


O vinho em lata é também uma tentativa de rejuvenecer o vinho, adaptando-se aos códigos dos Millennials (uma palavra complicada para dizer os jovens) com embalagens super fixes, marcas divertidas e descontraídas e, claro, preços acessíveis.

Créditos da foto: Reviewed / Jackson Ruckar


Fique descansado, nunca encontrará um Château Pétrus ou um Cheval Blanc em lata (e ainda bem!).
No entanto, num contexto em que os produtores de vinho por vezes enfrentam uma escassez de vidro (o consumo disparou nos últimos anos, culpa dos refrigerantes que regressaram à garrafa de vidro), a lata pode ser uma alternativa divertida para todos os amantes de vinho.

 

No Petit Ballon, oferecemos dois vinhos em lata, ambos degustados e aprovados com um sorriso pelo nosso sommelier Jean-Michel Deluc! Um muscadet frutado, com sabores marinhos para brindar na praia, e um gamay floral perfeito para a primavera. Só falta experimentar!

 

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Crédito da foto de capa: Bishop Cider Launches para a sua gama Uncommon Wines

 

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