E quanto à vindima de 2018?
A vindima está a chegar! É, de facto, durante o mês de setembro que as uvas, já maduras, são colhidas manualmente ou com máquinas. É, portanto, o momento crucial do ano para os viticultores, que devem fazer a colheita no momento certo: nem demasiado cedo, nem demasiado tarde!
Este ano, o tempo pregou-nos partidas de todas as cores! Quantidades impressionantes de chuva neste inverno e um verão escaldante (exceto na Bretanha, como de costume), do qual estamos apenas agora a sair...
Quais são então os impactos nas vinhas?
É importante saber que um bom vinho vem de uma uva que atingiu a maturação correta e o equilíbrio certo entre a acidez (o pH) e a concentração de açúcar.
É sabido que a vinha gosta de sol! Ela vai mais fundo no solo para buscar água e, ao mesmo tempo, encontra os melhores terroirs. Mas tudo é uma questão de medida: se houver sol a mais, o problema é diferente. A vinha entra em stress hídrico. E nesse caso, corre-se o risco de perder qualidade porque a vinha deixa de alimentar suficientemente as uvas, que são compostas por 75% de água!
O segundo problema relacionado com o calor intenso é o aumento potencial do teor alcoólico, pois os açúcares são transformados em álcool pelas leveduras (como pequenos Pacmans que comem o açúcar e o transformam em álcool, libertando CO2).
Na realidade, são as 5 semanas anteriores à vindima que são cruciais. Se chover um pouco em agosto, é benéfico para a colheita; se chover demasiado, as uvas vão encharcar-se de água e os seus aromas e acidez vão diluir-se. Também correm o risco de rebentar e apanhar doenças. É fundamental evitar precipitações durante a vindima.
E toda esta chuva que caiu até agora? Há repercussões?
Oh, sim, porque é o míldio que está a atacar a vinha neste momento... O que é isso? Um fungo da vinha que se desenvolve frequentemente quando a primavera é chuvosa e amena. Espalha-se por toda a vinha, das folhas aos frutos e ramos. Nas folhas, a contaminação manifesta-se por um aspeto oleoso que fica amarelado e depois seca, tal como a uva... E aí, é perda direta da colheita, por vezes total!
De qualquer forma, cruzamos os dedos!