Operação: uma garrafa ao mar
Uma velha lenda de marinheiro conta que o vinho que viajou de barco, embalado pelos seus rolamentos contínuos, envelheceria melhor do que um vinho guardado pacificamente na adega... A equipa do Petit Ballon quis confirmar! Foi assim, após uma longa viagem pelo mundo, que estas garrafas podem agora estar nas vossas mãos (ainda podem encomendá-las no nosso site). Vamos ver como nasceu este projeto e quem está por trás destas duas garrafas...
A Vinha Jonquère d’Oriola, antes de mais, uma família fora do comum
A família Jonquère d’Oriola produz vinho há já 27 gerações. E este não é o único facto que distingue a família. De facto, os Jonquère d’Oriola têm claramente a excelência no (puro) sangue, e não apenas no trabalho das suas vinhas. O desempenho nos desportos equestres também é notável: um avô campeão do mundo em 1920, um tio várias vezes medalhado com ouro olímpico em salto de obstáculos... Um verdadeiro orgulho familiar, e compreendemo-lo!
Temos de vos apresentar o William, o filho do atual gerente da vinha, Philippe Jonquère d’Oriola. Porque foi ele quem iniciou toda esta operação! É o exemplo perfeito da nova geração de viticultores: curioso, inovador e sem fronteiras. Fez uma volta ao mundo enológica de um ano e meio para aprender a usar as técnicas tradicionais assim como os métodos mais recentes de todo o mundo. Forma uma dupla fantástica com o pai desde 2010. Ao entrar na empresa familiar, William decidiu quebrar os códigos e dar um novo fôlego à vinha, modernizando-a, mas mantendo a sua autenticidade tão preciosa.
Nascimento deste projeto louco!
Esta louca operação vem do inovador William, que sentiu que este projeto poderia despertar a vossa curiosidade. De qualquer forma, despertou muito a nossa. Afinal, Le Petit Ballon é sobretudo descoberta! Fazer a nossa colheita dar a volta ao mundo comparando dois envelhecimentos diferentes (em adega e num barco) sob o olhar atento de um oficial de justiça, é uma grande novidade.
E esta não é a primeira experiência do nosso viticultor 2.0. Criar o primeiro vinho produzido em Londres enviando uvas para lá ou ainda enviar o seu vinho para envelhecer a 1500 metros de altitude numa gruta pirenaica, não o assusta… pelo contrário! E embora o seu pai o considere louco quando lhe apresenta os seus novos projetos, está sempre ao seu lado e lhe dá muito apoio.
E o que dizer do vinho?
Ao longo desta aventura, Jean-Michel Deluc, o nosso sommelier, e a equipa do Petit Ballon trabalharam com William para criar um vinho moderno e vivo. Para isso, utilizaram a casta Marselan, que é um cruzamento entre o grenache noir e o cabernet sauvignon. O grenache noir lembra o Mediterrâneo e traz um aspeto frutado ao vinho, enquanto o cabernet sauvignon é uma casta mais oceânica que lhe confere potência.
A equipa experimentou a degustação em frente à câmara!
Para saber mais sobre esta famosa lenda que lançou toda a experiência, é por aqui!