Top 4 das regiões enoturísticas a descobrir em Espanha
A Espanha tem tudo para agradar aos amantes de vinho: paisagens de cortar a respiração, castas autóctones cheias de carácter, bodegas (quintas vinícolas) tão belas quanto inovadoras… Aqui está o nosso Top 4 das regiões enoturísticas espanholas a não perder para uma viagem tão saborosa quanto diferente.
1. La Rioja: o ícone do vinho espanhol
É impossível falar de vinhos espanhóis sem mencionar La Rioja, a região vinícola mais famosa do país.
Onde? No norte, entre o País Basco e Castela
Castas principais: Tempranillo, Garnacha, Graciano
Porquê visitar?
- Para visitar as bodegas históricas da cidade de Haro, berço dos grandes vinhos de guarda.
- Para dormir num hotel de design no coração das vinhas (não perca o hotel Marqués de Riscal assinado por Frank Gehry).
- Para seguir a mítica Ruta del Vino de Rioja que combina património, provas de vinho e panoramas de cortar a respiração.
A não perder: A cidade de Logroño e as suas ruas de tapas (nomeadamente a Calle Laurel), para uma harmonização de comida e vinho 100% local.
2. Priorat: a joia catalã
Menos conhecida, mas adorada pelos amantes de grandes vinhos, o Priorat é um pequeno paraíso para epicuristas em busca de autenticidade.
Onde? Na Catalunha, a 2h de Barcelona
Castas principais: Garnacha (grenache), Cariñena (carignan)
Porquê visitar?
- Pelas suas vinhas em socalcos agarradas às encostas íngremes da Serra de Montsant.
- Pela mineralidade única dos seus vinhos, devido aos solos de llicorella (ardósia).
- Para descobrir quintas familiares que combinam tradições ancestrais e inovação.
A não perder: A encantadora aldeia de Gratallops e as suas caves artesanais, muitas vezes geridas por viticultores apaixonados.
3. Ribera del Duero: o desafiante de La Rioja
Menos mediática, mas igualmente impressionante, a Ribera del Duero é uma estrela em ascensão do vinho espanhol.
Onde? Nas margens do rio Duero, entre Burgos e Valladolid
Casta principal: Tinta Fina (outro nome do tempranillo)
Porquê visitar?
- Pelos seus tintos potentes e elegantes, frequentemente envelhecidos longamente em barricas.
- Para visitar bodegas de arquitetura arrojada.
- Para combinar visitas a caves, gastronomia castelhana e castelos medievais.
A não perder: A aldeia de Peñafiel e o seu castelo no topo, oferecendo uma vista panorâmica sobre as vinhas.
4. Jerez – O reino do xerez
Aqui, não se fala apenas de vinho, mas de cultura andaluza no seu estado puro! Bem-vindo a Jerez de la Frontera, berço do vinho de xerez (sherry em inglês), na encruzilhada do flamenco, dos cavalos andaluzes e dos grandes vinhos oxidativos.
Onde? Na Andaluzia, a 1h de Sevilha
Castas principais: Palomino Fino, Pedro Ximénez, Moscatel
Porquê visitar?
- Para compreender os segredos do envelhecimento sob véu (flor) nas impressionantes bodegas catedrais.
- Para degustar estilos de xerez que vão do mais seco (Fino, Manzanilla) ao mais doce (PX).
- Para descobrir um património único entre azulejos, música flamenca e presunto ibérico.
A não perder: Uma visita à bodega Tío Pepe ou Lustau, seguida de uma refeição andaluza à base de tapas e xerez para uma harmonização de comida e vinho 100% local.