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Tribune de Simon Robert

Tribuna de Simon Robert

Franco-italiano, Simon Robert tem uma verdadeira paixão pelo vinho, pelos bons lugares e pela gastronomia. No foodwineandstyle, partilha connosco as suas boas dicas e emoções.

 

O vinho biológico, é bom?
 

Depois de algumas más experiências em restaurantes parisienses da moda onde me serviram «vinhos que cheiram mal» afirmando que era normal porque eram biológicos, comecei a questionar-me seriamente!

Entre as dezenas de amostras provadas em poucas horas no salão Millésime Bio de Montpellier, nada a rejeitar! Só biológico, bom, prazer a cada gole.

O conceito de vinho biológico é recente. De facto, até 2012, produzia-se vinho a partir de uvas de agricultura biológica e a Europa finalmente legislou um caderno de encargos para a vinificação biológica [a vinificação é a transformação do sumo da uva em vinho], válido a partir da colheita de 2012.

Entre outras restrições da «vinificação biológica», a limitação da adição de sulfitos é um ponto importante: o teor máximo de sulfitos no vinho biológico é fixado em 100 mg por litro para o vinho tinto (150 mg/l para o vinho não biológico) e 150 mg/l para o vinho branco e rosé biológico (200 mg/l para o vinho não biológico).

Alguns viticultores que se dizem produtores de «vinhos naturais» não usam sulfitos de todo. Os sulfitos, de facto, podem causar dor de cabeça, mas também têm um papel antioxidante e antisséptico fundamental. Os vinhos que me desconcertaram pelas suas anomalias aromáticas eram não só vinhos biológicos, mas sobretudo vinhos naturais que eram instáveis e mereceriam alguns mg de sulfitos…

Usemos, portanto, o enxofre com moderação, mas coloquemo-lo, se necessário, ao serviço do prazer da degustação!


Na verdade, antes de ser biológico, o vinho tem de ser bom!
 

Alguns números:
 

·         A França é o 2.º maior país produtor de vinhos biológicos, atrás de Espanha.

·         8% das nossas vinhas são biológicas ou estão em conversão.

·         1 em cada 3 franceses consome vinho biológico regularmente.

·         O consumidor de vinhos biológicos é geralmente mais conhecedor do que o consumidor de vinhos tradicionais. 

O selo é um elemento importante que tranquiliza o consumidor, mas para além do selo, alguns produtores trabalham como em biológico sem o declarar, nomeadamente para se reservarem o direito, se a vinha estiver em perigo, de intervir fora do caderno de encargos biológico para salvar a sua exploração.


Assim, para saber o que temos no copo, nada melhor do que informar-se junto dos profissionais do vinho ou assistir aos vídeos do Petit Ballon!

 

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