Dominar a arte do aperitivo em 3 meses
Plano Bonjour la France
Mês 1, receita 1: Pâté em crosta
Patê em crosta
O pâté em crosta (ou pâté-croute para os íntimos), é a estrela das mesas conviviais: rústico, generoso e dourado como deve ser. Para o acompanhar, aposte num tinto suave e frutado que respeite a massa e sublime o recheio. Simples, básico, como diria o outro.
A harmonização perfeita com os vinhos do rótulo Carnudo.
Com a sua matéria redonda, os seus taninos sedosos e os seus aromas de frutos maduros, um tinto carnudo faz eco à generosidade do paté em crosta sem nunca o esmagar. Envolve o recheio, respeita a massa e traz o justo de fruta e suavidade para uma combinação cheia de gulodice.
É a estrutura equilibrada do vinho, a meio caminho entre leveza e potência, que lhe permite sublimar um prato rústico sem o dominar.
Ingredientes (4 pessoas)
- 1 rolo de massa quebrada (ou massa quebrada caseira, receita abaixo)
- 300 g de carne de salsicha
- 150 g de vitela picada
- 1 ovo
- 1 chalota
- 1 dente de alho
- 1 c. de sopa de conhaque
(opcional) Sal, pimenta, tomilho
Opção de massa quebrada caseira - 250 g de farinha
- 125 g de manteiga bem fria
- 1 pitada de sal
- 5 cl de água (aproximadamente)
Preparação da massa quebrada caseira
- Num saladeira, misture a farinha e o sal.
- Adicione a manteiga cortada em pequenos cubos e esfregue com as pontas dos dedos até obter uma textura arenosa.
- Deite a água progressivamente, trabalhando a massa rapidamente, até formar uma bola homogénea.
- Filme e deixe repousar 30 min no frio antes de usar.
Preparação do pâté croûte
- Pré-aqueça o forno a 180°C.
- Misture as carnes com o ovo, a chalota, o alho picado, o conhaque, o tomilho, sal e pimenta.
- Estenda a massa numa forma de bolo inglês, recheie com o preparado.
- Cubra com um segundo disco de massa, feche bem as bordas.
- Faça uma pequena chaminé no centro para deixar escapar o vapor.
- Leve ao forno cerca de 40 min, até que a crosta esteja dourada.
🌟 A dica para brilhar no aperitivo 🌟
Por que se diz “piquette”?
À origem, a piquette não era um vinho mau, mas uma bebida feita a partir do bagaço (os restos de uvas após a prensagem) que se regava com água para obter uma leve fermentação. Pouco alcoólica e refrescante, era servida aos vindimadores. Nada de vergonhoso, portanto: era o vinho do povo e dos trabalhadores!