Um sorriso malicioso e uma boa dose de audácia feminina. É o cocktail que define Sandrine Haure, a vinhateira por trás do Château Goutte d'Or, uma joia do Bordelês. Amante de jogos de palavras, ela transformou habilmente o seu sobrenome ("Haure") neste piscar de olhos ensolarado, explicando-nos com uma risada que, para ela, o ouro está mesmo no vinho produzido nas suas adegas.
Mas para além da anedota divertida, há um compromisso profundo. Sandrine cultiva os seus poucos hectares em agricultura biológica. Este impulso para o vivo permite que as bagas se expressem plenamente, capturando a essência mesmo deste terroir de Bordéus frequentemente subestimado, o de Blaye-Côtes-de-Bordeaux. Este vinhedo revela colheitas que combinam finesse e gourmandise, sustentadas por uma estrutura elegante. É um sucesso brilhante, provando que a mais bela das riquezas é aquela que se faz nascer com as próprias mãos, sem disfarces nem artifícios. Este Château assina vinhos francos e frutados que celebram a autenticidade e a paixão.