Pequena história das vinhas: onde nasceram os primeiros vinhos?
É com as vinhas velhas que se fazem os melhores vinhos!
E com razão, trata-se de uma das plantas mais antigas da Terra, da qual foram encontrados fósseis há 60 milhões de anos na região de Champagne. Desde o início da viticultura em -8 000 a.C. até hoje, descubra a história do vinho ao longo dos séculos. Bilhete grátis para a nossa máquina do tempo garantida 100% vin-tage.
A Geórgia: berço da viticultura
Graças às escavações arqueológicas, os especialistas conseguiram traçar a origem da viticultura na Geórgia. E foi na região do Cáucaso, há mais de 8 000 anos, que surgiram os primeiros vestígios de videiras. A descoberta de ânforas e jarros que continham vinho prova que os egípcios já o consumiam. Era comum bebê-lo com mel, frutas e cereais. Melhor do que o leite na taça de granola da manhã!
Vai beber com os gregos!
Segundo a mitologia grega, foi Dionísio quem trouxe a alegria à Terra fazendo jorrar o néctar em abundância. O Deus do vinho ocupava então um lugar preponderante na vida social, económica e até cultural na Grécia Antiga. Excessos amplamente justificados pelo carácter divino da bebida! O famoso pai da medicina, Hipócrates, recomendava mesmo consumir uma colher de sopa de vinho como medicamento.
E se os primeiros vestígios de vinificação encontrados na Grécia datam de -6500, é realmente em -3000 que a viticultura ganha impulso. Naquela época, o vinho era servido em todos os palácios e bebido diluído em água, com ervas e aromáticos. Depois, no século VIII a.C., os gregos exportam a sua bebida para toda a bacia do Mediterrâneo. Itália, Espanha, Portugal: o vinho faz uma entrada estrondosa em todos os reinos do sul da Europa.
Finalmente, enquanto os bárbaros o bebem puro, os gregos distinguem-se ao cortar o seu vinho com água. Uma boa forma de beber copo após copo durante toda a noite nos banquetes, sem acabar nos braços de Morfeu. Espertos os gregos, não é?
O Império Romano: vino, vidi, vici
No fim, estes romanos não são assim tão loucos! A partir de 125 a.C., desenvolvem técnicas de vinificação e difundem a vinha pelo resto da Europa, à semelhança dos gregos. E com razão, esta bebida reveste-se de um carácter quase sagrado aos olhos dos romanos, para quem “Vinea est Prima”.
A particularidade do vinho dessa época é a sua cor relativamente clara. De facto, a vinificação era feita essencialmente com uvas negras, mas sem maceração. Para os romanos, não havia necessidade de ver vermelho!
A Idade Média: tudo bebido ou não tudo bebido
Na Idade Média, não se colocava água no vinho! Vetor de doenças e micróbios, a água era de facto desconfiada, preferindo-se um bom copo de tinto. Por razões de saúde pública, o vinho torna-se assim um elemento central da vida nessa época. A tal ponto que se consumia cerca de 3 litros por dia e por pessoa.
Aliás, é usado em muitos domínios:
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Na cozinha: a maioria dos caldos é composta por ele.
- Na medicina: o vinho serve como desinfetante para lavar feridas e tratar ferimentos de guerra.
Além disso, os processos de vinificação foram teorizados pelos monges e democratizados com a invenção da imprensa em 1454. Este período marca assim o aparecimento do vinho tal como o conhecemos hoje.
“Tchin-tchin”: a expressão diretamente saída da Idade Média
Porque o veneno era comum para eliminar um rival um pouco demasiado incómodo, os bebedores adotaram um truque muito astuto: para garantir que o seu vinho não era perigosamente mortal, trocavam um pouco da sua bebida com a do vizinho. Assim, o primeiro vertia um pouco de vinho na taça do amigo, provocando um tilintar (tchin), depois o segundo repetia o processo (tchin).
Curioso para descobrir outros factos insólitos? Consulte o nosso artigo dedicado a anecdotas sobre o vinho.
A colonização: chega o fim do chauvinismo!
Após a Idade Média, a colonização contribuiu para exportar o vinho por todo o mundo. Encontram-se assim vestígios de vinhas na América do Sul em meados do século XVI, bem como na África do Sul e nos Estados Unidos no século XVII. A partir daí desenvolveram-se diferentes modos de produção de vinho e técnicas variadas, adaptadas às culturas locais.
E depois? Do vinho do século XX até hoje
O século XX marca o advento da ciência do vinho, graças a numerosas pesquisas e investimentos. O francês Pasteur, reconhecido como o pai da enologia, conduziu estudos sobre a fermentação alcoólica.
Foi também nessa época que a luta contra o alcoolismo se tornou o centro do discurso médico. Começaram campanhas de sensibilização para alertar sobre os riscos relacionados com o consumo excessivo de álcool.
Vinho na cantina
Recordemos que até 1956 era comum servir um copo de vinho às crianças na cantina! E com razão, pois durante décadas os médicos recomendaram o consumo de álcool para favorecer o crescimento e estimular o intelecto. Uma coisa é certa: os alunos deviam estar bem silenciosos na primeira aula da tarde…
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