Blog As novidades do vinho AOP, IGP, VDF, o guia definitivo para decifrar as diferentes denominações do vinho
AOP, IGP, VDF, le guide ultime pour décrypter les différentes dénominations du vin

AOP, IGP, VDF, o guia definitivo para decifrar as diferentes denominações do vinho

Mergulhar no universo do vinho é como navegar num oceano de siglas misteriosas. AOP, AOC, IGP, VDF... certamente já ouviu falar delas, mas sabe realmente o que significam? Quais são as diferenças entre estas denominações que parecem deter as chaves da qualidade e da autenticidade dos nossos vinhos preferidos? É isso que lhe propomos descobrir neste artigo!

 

De onde vêm as denominações?

 

Perante desafios como a fraude, a queda da qualidade e as doenças da vinha no início do século XX, os legisladores franceses criaram um sistema de denominações de origem. Criadas em 1935, as Appellations d'Origine Contrôlée (AOC) referiam-se inicialmente aos vinhos e às aguardentes, antes de se estenderem a outros produtos agrícolas e alimentares, como o queijo (AOC Camembert ou Beaufort, conhece?). Este sistema, regulado pelo INAO (Institut National de l'Origine et de la Qualité), visa proteger o nome, a qualidade e os métodos de produção tradicionais em zonas geográficas muito específicas.

 

Sabia que? As primeiras AOC de vinho

 

Após a adoção do decreto-lei em 1935, os primeiros terroirs franceses a receber a distinção AOC foram Arbois, no Jura, Châteauneuf-du-Pape, Tavel, Cassis e Monbazillac, a 15 de maio de 1936.

 

Qual é a diferença entre AOP (Appellation d’Origine Protégée) e AOC (Appellation d’Origine Contrôlée)?

 

Entre “controlado” e “protegido” há apenas um passo... ou melhor, um continente. A AOP é um selo de qualidade que protege o produto em toda a União Europeia. A AOC é o selo francês, que protege o nome e a qualidade do produto em França: a obtenção da AOC é o pré-requisito para obter a AOP, concedida pela Comissão Europeia.

Mas então, o que devemos dizer: AOC Châteauneuf du Pape ou AOP Châteauneuf du Pape? Desde 2012, a regulamentação exige que os produtos registados a nível europeu usem exclusivamente a menção AOP... com exceção dos vinhos, que podem usar tanto AOP como AOC.

 

E os Vinhos de França (VDF) nisso tudo?

 

Os VDF não pertencem à categoria dos vinhos com Indicação Geográfica (AOP/IGP), mas sim à dos vinhos sem indicação geográfica (VSIG). Nesta categoria encontram-se: a categoria Vin De France, se forem produzidos com uvas colhidas e vinificadas em França. Também existe a categoria “vinho da União Europeia”, se for resultado da mistura de vinhos produzidos dentro da União Europeia.

Vin De France (VDF) é o selo dos aventureiros do vinho, dos viticultores que gostam de sair dos caminhos habituais. Sem restrições geográficas rigorosas nem cadernos de encargos restritivos, o VDF é o terreno de jogo das experiências mais audaciosas.

 

Resumindo? Na família, eu queria:

As AOP: os guardiões do terroir com as suas regras estritas

Nos cadernos de encargos das AOP, a precisão é fundamental: a zona geográfica onde as uvas podem ser colhidas é restrita, existem regras sobre as castas que podem ser usadas, métodos de produção, envelhecimento, etc. O objetivo destas regras rigorosas é garantir que cada gota de vinho desta denominação reflita a essência do seu terroir de origem.

Por que adoramos? Porque a AOP é a promessa de um encontro entre um lugar, uma história e um saber ancestral.

As IGP: Os embaixadores do território, orgulhosos da sua identidade regional

Menos rigorosa que a AOP, mas igualmente fascinante, a IGP (Indicação Geográfica Protegida) joga num equilíbrio subtil. Convida-o a explorar vinhos com uma identidade geográfica clara, mas com mais liberdade nos métodos de produção.

Por que adoramos? Menos restrições nas castas e técnicas permitem inovar valorizando uma região.

Os VDF: Os audazes que, a nível nacional, quebram tradições com um sopro de liberdade e inovação

Por que adoramos? Porque é a oportunidade de descobrir vinhos sem preconceitos, guiados apenas pela paixão e criatividade dos viticultores.


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