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Accords vin et chocolat : les mariages qui font fondre

Harmonizações de vinho e chocolate: os casamentos que derretem

Intenso, doce, amargo ou até ácido… o chocolate tem mil nuances e cada uma exige o parceiro certo no copo. Porto, champanhe, vinho doce natural… Não faltam candidatos, mas cuidado com os erros! Porque entre casamentos felizes e uniões desastrosas, a margem é estreita.

Por ocasião da Páscoa e da sua imprescindível degustação de chocolates, aqui estão todos os nossos conselhos para evitar erros!


Harmonizar vinho e chocolate: um desafio que vale a pena enfrentar!

 

O chocolate não é um adversário como os outros. Poderoso, gorduroso, mais ou menos doce, ele domina a maioria dos vinhos com uma facilidade desconcertante. A culpa é dos seus taninos, as mesmas moléculas que encontramos no vinho tinto e que, quando se encontram, podem criar uma aspereza na boca nada agradável. Junte a isso o açúcar que anestesia as papilas e a manteiga de cacau que reveste o paladar, e percebe o desafio.

Mas uma vez que se tem as chaves na mão, a harmonização torna-se mágica. Porque chocolate e vinho partilham uma complexidade aromática rara: mais de 300 compostos identificados no cacau, uma paleta infinita no vinho. Quando o equilíbrio é encontrado, é êxtase!


As três regras de ouro a nunca esquecer


Respeitar a potência

 

Um chocolate negro com 85% de cacau merece um vinho igualmente robusto. Um chocolate de leite pede mais suavidade. A ideia? Que nenhum dos dois se sobreponha ao outro.


Jogar com os aromas comuns

 

Torrado, cacau, café, frutas cristalizadas, especiarias… Procure os ecos aromáticos entre o seu quadrado de chocolate e o seu copo. Quando se respondem, a harmonia está garantida.


Evitar taninos demasiado jovens

 

Um Bordeaux de três anos com um chocolate negro? Olá aspereza. Prefira vinhos com taninos arredondados, fundidos, ou opte por vinhos naturalmente doces.


Chocolate negro: casamentos de carácter

 

Para casar com a força do chocolate negro, a sua bela amargura tanto quanto a sua doçura, uma aposta ganha é sem dúvida escolher vinhos doces naturais. Um porto ruby que joga a carta da potência doce, um banyuls grand cru com aromas de frutas cristalizadas e cacau, ou um maury cuja riqueza e taninos fundidos sublimam a complexidade das favas torradas.

Quanto aos vinhos tintos secos, o exercício complica-se. Só um chocolate muito negro (mínimo 75%) resiste aos taninos de um vinho tinto. E ainda assim, desde que se escolha uma garrafa com pelo menos dez anos, com taninos suavizados. Um châteauneuf-du-pape no fim da sua vida, um pic-saint-loup com fruta vibrante (perfeito com chocolate negro com notas de frutos vermelhos), ou um bandol bem evoluído farão maravilhas.

A opção original? O vinho cozido da Provença, tesouro desconhecido com aromas de figo e tâmara, ou um rivesaltes âmbar cuja complexidade desafia as décadas.


Chocolate de leite: a doçura em majestade

 

Mais doce, mais cremoso, o chocolate de leite pede mais finesse. Fora os vinhos demasiado potentes que o esmagariam. Espaço para os tawny, esses portos envelhecidos em barril cujos aromas de frutos secos, moka e caramelo acompanham a suavidade do leite. Um de 10 anos serve, um de 20 anos transporta.

Para os amantes da originalidade, experimente um zinfandel californiano, um vinho tinto guloso com notas de especiarias e framboesas que traz a vivacidade certa. Ou ouse um sauvignon blanc do Centro-Loire, cuja frescura iodada desperta a doçura láctea.

E para os mais audazes, um champanhe rosé bem estruturado jogará com o contraste entre as bolhas vivas e a textura fundente do chocolate.


Chocolate branco: a exceção que confirma a regra

 

É o pesadelo dos puristas, mas o chocolate branco tem o seu círculo de fãs que merecem tanto quanto os outros saber com que vinhos a guloseima combina melhor. Na verdade, é mais simples do que parece: o chocolate branco não contém cacau, apenas manteiga de cacau. Sem taninos, portanto sem aspereza. Só açúcar e untuosidade. Nessas condições, a harmonização perfeita é clara: um vinho branco de Sauternes – especialmente de uma colheita um pouco fresca – serve perfeitamente. Para um toque de loucura, um gewurztraminer com notas de lichia e rosa surpreenderá agradavelmente.


Sobremesas de chocolate e ganaches: a arte do detalhe

 

Um fondant de chocolate não tem realmente muito a ver com um quadrado de chocolate negro 70%. Entre ovos, manteiga, mas também às vezes natas ou frutas, os parâmetros multiplicam-se. A ideia? Adaptar o vinho aos ingredientes secundários.

Quer acompanhar uma mousse de chocolate leve? Um muscat da denominação Beaumes-de-Venise traz a doçura certa sem tornar tudo indigesto.

Procura o melhor vinho para acompanhar uma sobremesa que combina chocolate e laranja? Pense num vinho doce da denominação Pacherenc du Vic-Bilh. Entre Béarn e Armagnac, este território do Sudoeste produz vinhos brancos secos e doces sem igual. Provenientes de vindimas tardias, os vinhos doces desenvolvem especialmente notas de citrinos e cascas de citrinos que combinam maravilhosamente com sobremesas com os mesmos aromas.

As ganaches e pralinés, por fim, adoram vinhos doces naturais bem equilibrados. Um banyuls fora de idade com aromas de café e frutos secos fará vibrar as papilas mais exigentes.


Modo de usar para uma degustação de vinho e chocolate bem-sucedida

 

Algumas dicas para maximizar o prazer. Primeiro, a ordem: morda o chocolate, deixe-o revestir o paladar, depois beba o vinho em pequenos goles. Depois, a temperatura: sirva o seu vinho à temperatura ambiente, nunca gelado. O frio mata os aromas.

Prefira sempre chocolates de qualidade, artesanais se possível. Um chocolate industrial mau estragará o melhor grande cru, e vice-versa!

Por fim, não tenha medo de experimentar. As harmonizações de chocolate e vinho são uma questão de gosto pessoal. O que importa é encontrar a sua harmonia.


 

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